Página 3 - Eu Projeto – Breve Perfil do Criador do Projeto Alegria



José Augusto Sias Frechou – ou simplesmente José Frechou como conhecido desde a infância – nasceu no Estado do Rio Grande do Sul, em 17 de dezembro de 1944, tendo descendência francesa por parte de pai e açoriana, por parte de mãe.

Com a morte da mãe, aos 8 anos, foi parar num internato, experiência amarga que lhe traçou os rumos da vida.
Esta experiência repentina - de cair do colo da mãe num lugar frio, sem o afeto, sem a comida da mãe, longe dos irmãos e sem a segurança que uma família dá, o fez entender os companheiros de vicissitudes, - que já haviam nascido em condições precárias e que, por isso, suportavam melhor as condições que, para ele, eram novas e insuportáveis.

Foi aí que, aprendendo forçadamente as alegrias de servir e repartir, resolveu, aos 11 anos, dedicar-se à ajudar a infância abandonada, ideal que perseguiu toda vida em diferentes e sempre novas propostas, mais abrangentes e eficientes. Esta abrangência e eficiência significaram, sempre, ir ao fundo do problema que, neste caso, o obrigava à estudar as leis, a política, a economia, a cultura ou comportamento do povo, as estatísticas, as práticas, inclusas as do serviço social, - pois aí estão as raízes dos problemas; Querer resolvê-los cortando galhinhos, é perda de tempo, mas também é estupidez, má-fé e outras coisas que explicam a eterna insolução...

Sua formação escolar começa com os cinco anos de escola primária, um ano de admissão aos quatro anos de ginásio, complementados com um curso científico madureza.
Aos 8 anos iniciou os estudos de música fazendo, já aos 16 anos, o primeiro curso de regência, com 2 anos de piano e acórdeon. Durante quase 30 anos continuou se aperfeiçoando com diferentes estudos na área musical e instrumental.

Sua atividade o levou à residir em diferentes partes do país, onde sempre esteve envolvido com as áreas de seu interesse: a pesquisa sociológica, o serviço social prático e objetivo em suas várias frentes – predominantemente as diretrizes do serviço social nas empresas, assim como dos órgãos de governos, a prostituição e lenocínio – por seus desdobramentos, - a educação familiar como base para o ensino, o ensino público e privado, o aconselhamento familiar, o ensino da música e a criação de grupos corais e instrumentais, sempre com infindável esperança de que encontre, de algum governante ou de algum rico iluminados, os fundos necessários e não disponíveis à realização do que desinteressa aos que estão em ascensão, - que querem subir para um plano acima dos homens comuns...

Foi a experiência na regência de corais em que, constatando a dificuldade das pessoas aprenderem a escrita musical, o fez iniciar a escrita de música que se mostraria de fácil aprendizado. Esta escrita, agora aperfeiçoada, é a grande base do Projeto Alegria, pois viabiliza o que os professores reclamam há 50 anos – a música nas escolas, com todas as vantagens bem sublinhadas em todos os materiais informativos do programa.
Por razões de intenções futuras, cursou teologia e, não satisfeito, fez dois cursos de doutorado em teologia e filosofia, por diferentes correntes, durante e após exercer funções religiosas.

Em 1971 deixou definitivamente toda função religiosa, convencido, dentre outras coisas, de que não deveria mudar seus objetivos de vida; só procurar outro caminho, já que tudo indicava que por aquele não os realizaria.
Em nova e difícil condição, continuou à preparar-se fazendo estudos nas áreas de relações públicas e humanas, administração de empresas, finanças, comercio exterior, comunicação, direito, sociologia e política, etc...

Tendo sempre colaborado com publicações, nos Estados por onde residiu, exerceu o jornalismo durante alguns anos, por insistência de amigos que opinavam ser este o caminho pelo qual poderia realizar seus objetivos de vida. Esta via, no entanto, provou-se inadequada e levou-o à fazer o que não desejava, crente no que já dissera Schoenberg – “indivíduos podem ser bons, mas todas organizações humanas acabam más...”
Na verdade, toda organização humana, ainda que comece com boas intenções e seja dirigida com honestidade e proveito para a sociedade, é só uma questão de tempo, se ela se fortalecer, para que apareçam “os ladrões que minam e roubam...” porque onde há dinheiro e o que roubar, sempre aparecem ladrões. E, nestes locais, aparecem mascarados ou dissimulados de boa gente, - verdade triste que todo idealista realizador logo descobre!
Enfrentar esta dificuldade, além de todas as demais, tais como a de criar algo bom para corrigir os erros da maioria e dos influentes, - que os fazem e persistem em fazê-los,

- já é um desestímulo. Mas se a alternativa ao risco e às ingratidões do mundo é a inanição, a omissão, a derrota antecipada, o que tinha à fazer era planejar uma organização que minimizasse os riscos e maximizasse as possibilidades - os resultados desejados.
Foi assim só em 1976, após vários anos de grandes lutas e de insistentes apelos e cobranças aos governantes que, amadurecidas as ideias, criou a Att- Associação de Todos por Todos – Entidade mantenedora do Projeto Alegria.
Como parte deste “amadurecimento das ideias” consistia no modo ou meio de financiamento delas, criou em 1973, uma empresa de comunicação, pela qual resolver várias questões, à saber:

- a necessidade de subsistência própria, uma vez que decidira jamais viver dos fundos que levantasse para os programas sociais que criasse;
- o obrigatório custeio de qualquer iniciativa;
- a oportunidade de conhecer empresários “especiais”, ou sejam, aqueles que, mesmo como empresários, tem uma preocupação e interesse social genuínos, dos quais formar um grupo de apoio às ideias ou programas do cardápio da entidade. (Naquela época se podia separar bem definidamente estes empresários, pois hoje a falácia da responsabilidade social e da ética, é só “conversa fiada” e os modos operandi dos serviços cadastrais, judiciais e policiais são modos de confundir, isto é, de trocar as fichas ou méritos: bons viram maus e maus viram bons. Esta a desgraça que desabou sobre o país e dificulta a sua regeneração!)

Foi assim, desta empresa e do modo de dirigi-la, que obteve os meios para criar e manter vivos a Entidade – e o Projeto Alegria – até o presente.
Esta condição, entretanto, não o livrou de suportar grandes carências nem de ter que buscar sempre novas formas de sustento, para não sucumbir à tentação de “mandar tudo às favas”...

Mas como encerrar-se um projeto de vida? Como viver sem ter pelo que viver? Como entregar o mundo para os maus, irremediável e definitivamente? Como dizer para as crianças e para os jovens que estão num barco condenado; que não há esperança, porque os maus dominam e cometem atrocidades das quais o povo não tem conhecimento, (senão pelo noticiário – que o povo não sabe ser, em todos os aspectos, de responsabilidade dos “poderosos”). E se encerrar um hospital é condenar os doentes, como encerrar uma entidade criada para sarar a sociedade dos males que só pioram e aumentam? E como encerrar um programa alternativo à possibilidade de não lograr os malvados, realizando o que impedem – o conserto da sociedade – neste caso o Projeto Alegria, programa criado para realizar o obrigatório à mudança, em qualquer condição, mas mais nesta: a formação de uma massa crítica de cidadãos, bem formados, que tenham a capacidade de se unir para mudar o que hoje não se consegue, pelas tantas razões como o interesse ou ambição fomentada por uma propaganda nem sempre responsável, a ignorância, a má informação ou desinformação intencional que confunde a sociedade e faz indivíduos agirem de formas erradas, discutirem e defenderem os erros, acreditando serem bem informados e estarem certos!

Esta é a tarefa que se impõe José Frechou – a de abrir um caminho – ou picada – de saída para o Brasil. Como sempre disse por mais de quarenta anos: é preferível passar por ingênuo – e até sofrer injustamente por ser bom, - do que ser considerado esperto, como rótulo enganoso de mau – e sofrer justamente por ser mau de fato! Porque aí não há consolo.

O Projeto Alegria, se bem executado e ainda que só, é um caminho à longo prazo. Mas se aliado à outros programas da Entidade, é fórmula obrigatória à solução dos problemas do país, tal como procuramos mostrar por algumas publicações da Entidade, encartadas neste portal.



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